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Adriane Viapiana Bossa - 18/12/2024 | 06/02/2025 - 10:01
01 - Autoregulação das Práticas Integrativas e Complementares (PICs) no Brasil: O Papel das Associações Profissionais na Garantia de Qualidade e Ética
SÉRIE: Autoregulação e Representatividade: Fortalecendo as Práticas Integrativas no Brasil

A crescente busca por abordagens naturais e integrativas na promoção da saúde tem levado muitas pessoas a optarem pelas Práticas Integrativas e Complementares (PICs) como alternativas ou complementos aos tratamentos convencionais. No Brasil, as PICs têm ganhado espaço tanto em consultórios particulares quanto no Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, devido à ausência de uma regulamentação específica para muitas dessas práticas, o papel das associações profissionais autoregulamentadoras torna-se essencial na padronização e na garantia de qualidade dos serviços prestados.

► O que São as Associações Autoregulamentadoras?

As associações autoregulamentadoras são entidades de classe que representam e organizam profissionais de áreas que não possuem regulamentação oficial por um conselho profissional, como ocorre com médicos, psicólogos e enfermeiros. No caso das PICs, essas associações servem como órgãos reguladores informais que estabelecem normas, diretrizes e padrões de prática e formação, além de oferecerem certificações de competência para seus membros.

► Funções e Importância das Associações Autoregulamentadoras para as PICs

A falta de uma regulamentação formal não implica que as práticas não tenham uma organização ou que sejam realizadas de forma amadora. Pelo contrário, as associações autoregulamentadoras têm desempenhado um papel vital na profissionalização dos terapeutas de PICs, garantindo que práticas seguras, éticas e baseadas em evidências sejam seguidas. Entre as principais funções dessas associações estão:

  • Padronização e Certificação: As associações estabelecem padrões mínimos de formação e competência para seus membros. Por meio de cursos, workshops e treinamentos, as associações garantem que os profissionais estejam aptos a oferecer serviços de qualidade. A certificação oferecida, ainda que não seja oficial, serve como um selo de qualidade e ética reconhecido no mercado.
  • Código de Ética e Conduta: Estas associações desenvolvem códigos de ética que orientam a prática dos terapeutas, estipulando diretrizes claras sobre a relação terapeuta-cliente, a segurança dos métodos aplicados e a manutenção de comportamentos profissionais. Isso ajuda a evitar abusos e a garantir a proteção dos clientes.
  • Defesa e Representação: As associações atuam como representantes da categoria junto ao governo, órgãos públicos e à sociedade civil. Elas defendem os interesses dos profissionais, especialmente em questões relacionadas ao reconhecimento profissional, inserção das PICs no SUS, e demandas por regulamentação ou legislação específica.
  • Proteção ao Consumidor: A proteção ao consumidor também é uma preocupação das associações. Embora não possuam poder regulatório legal, muitas associações têm mecanismos internos de controle, como comissões de ética e canais de denúncia, que ajudam a manter a integridade da prática.
  • Fomento à Pesquisa e Desenvolvimento: Muitas associações promovem ou incentivam pesquisas que validem a eficácia das PICs, buscando integrar mais evidências científicas às práticas. Essa base científica é fundamental para aumentar a credibilidade das PICs junto ao público e à comunidade médica.

► Exemplo de Associações no Brasil

Existem várias associações autoregulamentadoras que desempenham um papel importante no campo das PICs no Brasil. Entre elas, destacam-se:

  • Associação Brasileira de Acupuntura (ABA): Representa os acupunturistas no Brasil, oferecendo certificações e promovendo a prática segura e ética da acupuntura.
  • Associação Brasileira de Reiki (ABR): Regula e padroniza a prática do Reiki, certificando terapeutas e promovendo boas práticas.
  • Associação Brasileira dos Biomagnetistas (ABRABIO): Esta associação é responsável por regular e promover o desenvolvimento do Biomagnetismo como uma prática integrativa e complementar no Brasil, oferecendo cursos, certificações, e garantindo que seus associados sigam um rigoroso código de ética e conduta.

► Desafios e Limitações das Associações Autoregulamentadoras

Apesar da importância, as associações autoregulamentadoras enfrentam algumas limitações:

  • Falta de Reconhecimento Oficial: Embora ofereçam certificações e estabeleçam padrões de prática, essas associações não têm poder legal como um conselho profissional. Isso significa que as certificações, por mais respeitadas que sejam no meio, não têm reconhecimento oficial pelo governo.
  • Poder de Fiscalização Limitado: As associações não podem impor sanções legais. As penalidades aplicáveis em caso de infrações éticas são geralmente limitadas à exclusão do membro da associação ou à revogação de sua certificação.

► Conclusão

As associações autoregulamentadoras têm um papel crucial na estruturação e na promoção das Práticas Integrativas e Complementares no Brasil. Elas preenchem uma lacuna deixada pela falta de regulamentação governamental específica, estabelecendo padrões de qualidade, ética e segurança para os profissionais da área. Em um cenário de crescente demanda por práticas integrativas e complementares, a existência de associações fortes e organizadas, como a Associação Brasileira dos Biomagnetistas (ABRABIO), é essencial para garantir que a população tenha acesso a terapias seguras, éticas e eficazes.

Assim, para aqueles que buscam alternativas integrativas para a saúde, é fundamental considerar profissionais afiliados a associações reconhecidas, que atuem dentro de padrões elevados de ética e qualidade. A sociedade só tem a ganhar com a valorização e o fortalecimento dessas práticas quando há transparência, responsabilidade e respeito ao bem-estar da população.

Visite a seção de notícias da ABRABIO para mais informações sobre regulamentações, práticas seguras e a atuação dos Biomagnetistas no Brasil.

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