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EQUIPE ABRABIO - Carlos Navarro 03/02/2026 | 24/02/2026 - 11:03
ANSIEDADE: QUANDO O CORPO NÃO CONSEGUE DESLIGAR
Nos últimos anos, a palavra ansiedade passou a fazer parte do vocabulário cotidiano de forma quase automática. É comum ouvirmos frases como: “Estou ansioso para sair de férias”, “Estou ansioso para encontrar minha namorada”, “O show vai começar e estou ansioso”.

ANSIEDADE: QUANDO O CORPO NÃO CONSEGUE DESLIGAR

O termo ansioso passou a ser utilizado para quase tudo, o tempo todo. Diante disso, torna-se importante compreender, com mais clareza, o real significado da ansiedade.

Do ponto de vista emocional e psicológico, a ansiedade é um estado de antecipação. Ela surge quando a mente se projeta para o futuro, preparando o corpo para algo que ainda não aconteceu. Nesse processo, o organismo entra em estado de alerta, com aumento da atenção, ativação do sistema nervoso e liberação de hormônios como adrenalina e cortisol.

Até esse ponto, a ansiedade não representa um problema. Ela faz parte da biologia humana e teve papel fundamental na sobrevivência da espécie. O problema surge quando essa antecipação vem acompanhada de excesso de preocupação, medo, tensão ou expectativa de ameaça. Nessas condições, falamos de ansiedade disfuncional ou patológica.

O que ocorre com frequência, porém, é o uso da palavra ansiedade para descrever qualquer tipo de expectativa, inclusive aquelas prazerosas. Quando alguém afirma estar “ansioso” para as férias ou para um encontro, na maioria das vezes não há medo ou sofrimento. O que existe é entusiasmo, empolgação, alegria ou expectativa positiva.

O problema, portanto, não está apenas na palavra, mas no hábito de viver excessivamente no futuro. A ansiedade crônica revela uma dificuldade de permanecer no presente. A energia emocional se projeta para aquilo que ainda não aconteceu, e o corpo acaba pagando o preço: cansaço, tensão muscular, alterações do sono, distúrbios digestivos e emocionais.

Por isso, ampliar o vocabulário emocional é um verdadeiro ato de saúde. Expressões como “estou animado”, “estou entusiasmado” ou “estou feliz com o que vem” ajudam o sistema nervoso a diferenciar prazer de ameaça, favorecendo um estado de maior equilíbrio, mesmo diante da expectativa.

Para ilustrar um estado de ansiedade, imagine a seguinte situação: você tem uma viagem de avião marcada para o dia seguinte, com voo às 8h. Surgem preocupações com o táxi até o aeroporto, o trânsito, o horário de acordar, o funcionamento do despertador. A mente se mantém em alerta e, ao final, o sono não vem. Nesse caso, sim, você estava ansioso.

Sentir-se ansioso, ou seja, angustiado, nervoso ou preocupado faz parte da experiência emocional humana e pode ocorrer diante de diversas situações. Retomando o exemplo, se tudo corre bem, você chega a tempo ao aeroporto, embarca no voo e, então, seu estado emocional se tranquiliza e retorna ao equilíbrio.

O problema se instala quando esse estado ansioso se prolonga ou quando a pessoa não consegue mais sair dele, passando a viver constantemente preocupada com tudo e com todos ao seu redor.

Mentalmente, esse estado de alerta contínuo gera:

  • pensamentos repetitivos;
  • cenários catastróficos;
  • tentativa excessiva de controle;
  • dificuldade de desligar a mente;
  • medo antecipado;
  • insegurança;
  • sensação difusa de ameaça;
  • falta de confiança no desfecho das situações.

A mente deixa de perguntar “o que está acontecendo agora?” e passa a viver em “e se…?”. Esse processo gera ruminação mental, que retroalimenta o medo e mantém o ciclo da ansiedade.

Quando esse estado se mantém por longos períodos, pode evoluir para quadros patológicos conhecidos como transtornos de ansiedade. Nesses casos, o corpo passa a manifestar sintomas como tremores, sudorese, tontura, visão turva, alterações respiratórias, cardíacas e digestivas, além de dores musculares.

Diante disso, surge a pergunta: o Biomagnetismo pode ajudar?

Para responder, apresento o relato de um caso clínico. Renata Cypreste tinha 55 anos quando chegou em meu consultório. Era gerente de um grande banco, casada, e cuidava da mãe acamada que morava com ela. Apresentava crises de ansiedade praticamente diárias há décadas, acompanhadas de aperto no peito, dificuldade respiratória, compulsão alimentar e dores na região das escápulas e lombar. Segundo seu relato, vivia em estado de ansiedade desde a infância, e, na vida adulta, os sintomas físicos se intensificaram.

Após oito meses de tratamento com Biomagnetismo conduzido por mim com sessões presenciais e também à distância, Renata relatou melhora aproximada de 90% em seu quadro geral, sentindo-se livre das crises de ansiedade. Segundo suas próprias palavras, antes do tratamento apenas sobrevivia; após, passou a viver sua vida de forma plena.

Esse relato não significa que todos os tratamentos tenham esta mesma duração. Cada organismo responde de forma individual, dependendo do tempo de instalação do desequilíbrio e das condições emocionais e físicas de cada pessoa. Há muitos casos em que a melhora ocorre em poucas semanas.

A melhora, nesse caso, foi possível porque, por meio do Biomagnetismo, pude identificar e tratar, de forma individualizada, os fatores físicos e emocionais que sustentavam o estado de alerta constante. A técnica atua no reequilíbrio do organismo, auxiliando no tratamento de desequilíbrios, dores, disfunções, distúrbios e infecções, sempre considerando a integração entre corpo e emoção.

Ressalto que o Biomagnetismo é uma terapia complementar e não substitui tratamentos médicos convencionais, os quais jamais devem ser interrompidos.

As reflexões apresentadas neste artigo baseiam-se na minha experiência clínica como biomagnetista, bem como em observações práticas acumuladas ao longo do atendimento a pacientes com queixas emocionais e físicas associadas à ansiedade.

Carlos Navarro - Biomagnetista - ABRABIO n.º 248

Nota da ABRABIO:
As publicações assinadas por associados refletem suas experiências e percepções profissionais no campo das Práticas Integrativas e Complementares. A ABRABIO apoia a troca de conhecimento, respeitando a diversidade de abordagens e compreendendo que cada prática e cada pessoa possuem contextos e respostas individuais.

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